terça-feira, 19 de maio de 2009

...Homem.




“Tinha crescido até ali, com toda aquela paixão pelo que fazia, mas com a vida tão difícil, já não sabia o que tinha deixado de verdade no mundo onde vivia.
Só pensava que os calos em suas mãos, e aquele pomar tão florido na primavera eram sim, uma lembrança eterna de sua trajetória. O bem que fez àquele mundo, poucos fizeram tão bem. Mas faltava-lhe algo.

Mas sua paixão ia além de tal beleza, era lindo, mas silencioso demais. Porque tinha que ser assim? Ninguém poderia responder-lhe tal questão, toda aquela beleza, ainda lhe parecia virtual, mesmo com todas aquelas cores, seu silencio era quebrado apenas pelos cantos dos pássaros que ali se regozijavam nos galhos de suas árvores tão frondosas. Mas não lhe parecia completo. Faltava algo para tal feito, e era aproximar-se da arte divina da criação do mundo.”

...deu tanto trabalho, pra quê acabar com tudo?

Junino...


“Era sempre um desmantelo encontrar tal menina, com seus olhos, duas verdadeiras jóias que deixavam qualquer pobre cabra, na maior confusão.
Sabia que aquele feitiço não tinha volta, que tocando aquele corpo, ou mesmo fitando aqueles olhos, não teria mais volta. Mas aquela flor no cabelo, amarela cor de sol, tentava aquele coitado com tanta vida, que tornava tal ato uma verdadeira afronta.

Sabia que não terminaria bem, e se seus caminhos não mais se cruzassem? E teu peito apertasse, não mais viveria em paz. Mas aquela vontade crescia e a saudade chegando tão devagarzinho, doendo tão fininha, que, sabia ele, tal queimação só resultaria em umas das suas expectativas.

Trazê-la pros teus braços finalmente, ou matá-lo de tanto amor.”


Nada demais, mas é tempo de forró, a época mais gostosa do ano.
E romântica também...
...e o Luis Gonzaga ainda mexe muito comigo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009



Figura em plástico preto derretido de Jorge Amaro simbolizando corpos carbonizados.

Você é plástico, de verdade...
E plástico mesmo, insólito, inseguro, meio pálido. De plástico, polimérico, sintético, prático, maleável, sem sabor mesmo, como um copinho de café, então... Só me resta saber se você é termoplástico, ou termofixo... faz diferença.

Fato...

...Aí você vai ver meu caro, que sonhar, só é bom quando você não sabe que é sonho. Você leva a vida com mais cautela numa situação de risco, mas, quando sabe que é sonho não, sendo sonho você enfrenta com força, todo aquele momento, você sabe que nada irá te acontecer... O problema é acordar meu querido, e ver que a vida não é tão simples, que se você pula da sua janela, e ela tem mais de dois andares, você se ferrou cara, pura e simplesmente. E vai tentar abrir os olhos, e vai tentar acordar, e nada.
E agora? Crer que a vida-sonho existe, é crer na limitação de viver verdadeiramente, e ver que a vida assume sua oscilante intensidade, que é ofuscante a luminosidade, e inebriante perfume, obscura escuridão. Que é dor mais dolorosa, e até que a alegria é mais alegre e infelizmente a tristeza, é ainda mais triste.

domingo, 17 de maio de 2009

Coxinha...

Coxinha é parte de corpo
Coxinha é lanche de povo
Coxinha é trave de corno

Coxinha é de bicho e de gente
Coxinha é gostosa, ardente
Coxinha é safadeza adolescente

Coxinha sustenta corpo
Coxinha sustenta fome
Coxinha sustenta gozo

Coxinha, colinho do bem
Coxinha, quentinha cai bem
Coxinha bem feita, neném.

laRgatixa / LagaRtixa




Calango sobe na parede e não faz mal a ninguém, é mais do que urbano, faz parte da vida de todo mundo, e todo mundo faz parte da sua vida também. Calango meu caro, é astuto e se esconde, e encolhe e espicha, é bonita e é feia, minha amiga lagartixa.

E ela xinga a sua mãe se você cortar o rabo dela, e o rabo, também xinga!